domingo, 10 de julho de 2011

Conheci a Verdade


por Abdul-Rahman Muhajir



Bismillah.
Todos o louvores, todas as suplicas são a Allah, O Misericordioso, que nos livrou da escuridão, que tornou evidente a verdade atraves do Qur'an que é luz e conhecimento. Que a paz e a misericordia de Allah, seja com seu mensageiro e profeta Muhammad, um exemplo para humanidade. Sou testemunha que não existe divindade alem de Allah. Sou testemunha que Muhammad é profeta e mensageiro de Allah.
Muitos me perguntam: como, quando e porque me tornei muçulmano? Respondo : Nasci muçulmano e, insh'Allah, morrerei muçulmano. Mas apenas isso não convencerá os que não conhecem o Islam, ou conhecem o que é manipulado pela midia. Então, tentarei resumir minha historia.
Já fui Catolico e evangelico. Sempre tive curiosidade em conhecer as coisas que dizem respeito a religião. Mas acredito que minha preparação para eu me reverter iniciou-se quando em 1991, quando eu tinha 7 anos. Todos sabem que a Guerra do Golfo aconteceu nesse ano. Minha residencia ficava na rota direta do aeroporto da minha cidade. Quando vi no noticiario o inicio dos bombardeios, assim como todo criança, fiquei assustado. Acreditava que os fatos se passavam na minha cidade e sempre que ouvia o som dos aviões sobrevoando minha residencia, o medo me atacava. Então meus pais me acalmaram e me informaram que a guerra acontecia em um país muito distante. Todos esses fatos me deixaram curioso e assistia ao noticiario todos os dias para obter mais informações sobre o conflito. Revistas, recorte de jornais com as noticias dos conflitos no Oriente Medio, guardava tudo isso. Aos 12 anos tive o primeiro contato com a causa Palestina. Aos 14 já era um especialista - para minha idade e cultura- sobre o assunto. Então a revolta foi maior quando em 2000 a primeira Intifada estourou. Minha pesquisas sobre o conflito arabe-israelense não cessavam. Sempre avido por mais noticias buscava entender a cultura desse povo que lutava com pedras contra aviões, tanques e armas tecnologicas. Soube que a maioria dos palestinos são muçulmanos. Não conhecia a religião. Então dividi minhas pesquisas sobre a Palestina e o Islam. Como mencionei no inicio fui catolico e evangelico, mas minhas perguntas ficaram sem resposta. Quanto mais me aprofundava no estudo do Islam, meus questionamentos erram resolvidos. Então apos 4 anos de estudo, senti que o momento da reversão se aproximava. Quando pronunciei a shahada, percebi que minha vida mudara, louvado e exaltado seja Allah. Atraves de contatos que obtive pela internet, em especial o irmão Mustafa ( Gustavo ), encontrei uma mussala a 20km da minha cidade. Na primeira vez que fui ate la, o Iman Haj Jamil foi quem me recebeu. Lembro-me de suas palavras : "como chegou aqui?", disse. Minha resposta foi um resumo, como escrevo agora. O Iman disse : " Não foram suas pesquisas sobre o Islam, não foi a causa palestina, não foi isso que lhe trouxe para o Islam. Allah,SWT, foi quem te trouxe aqui, é Allah,SWT, que lhe encaminha". Já se passaram 8 anos desde quando pronunciei a shahada e a partir daquele momento descobri a verdade que não conseguia encontrar. A cada dia que passa tenho a certeza que precisamos de mais conhecimento, que é necessario diciplina para alcançarmos a outra vida. Espero ter sido claro e que esse breve resumo torne-se suficiente. Com a ajuda de Allah, continuaremos essa caminhada. Assalamu Aleikum.

"Ele é o Originador dos céus e da terra e, quando decreta algo, basta-Lhe dizer: "Seja!" e ele é." (Sura 2:117)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Participar das festividades religiosas dos incrédulos



Participar das festividades religiosas dos incrédulos

Louvado seja Allah, Senhor do Universo. Eu declaro que não há nenhuma divindade digna de adoração exceto Allah, e que Muhammad, (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele), é Seu servo e mensageiro.

Infelizmente, muitas vezes assistimos alguns muçulmanos participarem das celebrações como o Natal, o qual é proibido pelas seguintes razões:

  • É imitar os incrédulos e o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “Aquele que imita um grupo de pessoas estará com eles (Inferno).” [Abu Daud e outros]. Esta é uma advertência muito perigosa. ‘Abdullah Ibn Amr Ibn Al’-As (que Allah esteja satisfeito com ele), disse: “Quem constrói (uma casa), na terra dos incrédulos, participe de suas festas e os imite, logo morre. Será um perdedor no Dia da Ressurreição”.
  • É uma forma de refletir o amor e compaixão para com os incrédulos, enquanto Allah diz (significado em português): “Ó vós que credes, não tomeis aliados os que são Meus e os vossos inimigos, demonstrando-lhes afeto quando eles renegaram crer na verdade quando vos chegou…”. [Al-Mumtahana 60: 1].
  • Estes festivais são rituais religiosos com base em uma falsa crença dos não-muçulmanos e não eventos seculares habituais, como o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse comentando sobre uma celebração islâmica [‘id]: “Cada povo tem suas próprias celebrações particulares, e hoje é a nossa”. As celebrações deles são baseadas sobre a corrupção e a descrença, onde envolvem a associação (shirk) de outros com Allah seja de alguma ou outra forma.
  • Além disso, os muçulmanos não podem ajudar, seja de que forma for durante estas festividades. Não podemos vender nada, absolutamente nada que seja relacionado e necessário para tais celebrações, sejam alimentos, árvores, luzes de Natal, doces ou outras coisas; tão pouco podemos alugar um local qualquer para que possa ajudar na realização de tais festividades.

O Imam Ibn Al Qaim (que Allah tenha misericórdia dele e conceda Seu perdão) disse: “Este é consenso dos sábios muçulmanos, e toda forma de felicitação por este tipo de evento está proibido, como por exemplo: “Feliz Ano Novo” ou “Feliz Natal”. Se alguém felicita se converte em incrédulo, e não poderá escapar da ação de ter cometido um grande pecado, pois essa felicitação é como aprovar a prostração perante uma cruz. A felicitação em suas festividades é pior que felicitar alguém que consome álcool ou de ter cometido adultério. Existem muitas pessoas cuja religião é um assunto trivial minimizando a questão de manifestar felicitações a eles, ignoram a gravidade do que eles estão cometendo: que parabeniza uma pessoa por haver cometido um pecado ou um ato de incredulidade, esta submetido a ira de Allah”.

A proibição mostrada pelo Imam Ibn Al-Qaim (que Allah tenha misericórdia dele e conceda Seu perdão), é porque aquele que os felicita está na realidade aprovando seus rituais de descrença (kufr), mesmo que ele não aprove a incredulidade para si mesmo. É proibido um muçulmano adotar qualquer forma de incredulidade ou felicitar aos outros devido a ela, Allah nos diz (significado em português): “Se negam a crer… Allah é Rico e não necessita e nem aceita de Seus servos a incredulidade. Porém se agradeceis [crendo e praticando Sua Unicidade], os aceitará comprazido…”. [Az-Zumar 39: 7]. É proibido de felicitar uma pessoa pelas suas festividades, independentemente do tipo de relacionamento existente entre os muçulmanos e os incrédulos.

Se os incrédulos nos felicitarem durante estas festas, não devemos responder devido que tais felicitações não fazem parte das nossas festividades, se não que, tais festividades são rejeitadas por Allah, sendo estas na sua essência inovações em suas próprias religiões. E mesmo se elas não forem em sua essência inovações, foram revogadas através da Mensagem de Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele), pois o ele foi enviado não só a uma nação, mas sim, para toda a humanidade. Allah nos diz (significado em português): “E quem busque outra pratica de Adoração que não seja o Islam [submissão livre e espontânea a Allah] não lhe será aceita e na Ultima Vida estará dentre os perdedores”. [Al-‘Imraan 3: 85].

Aceitar seus convites para comemorar essas festas também é proibido, já que isso envolve o participar e apreciá-las com os incrédulos.

Além disso, é proibido imitar os incredulos na forma em que celebram suas festas, trocando presentes ou distribuindo doces e alimentos. Não é permitido tirar uma licença no trabalho para tais festividades, porque Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “Aquele que imita um grupo de pessoas estará com eles (no inferno)”. Imam Ibn Taimiiah (que Allah tenha misericórdia dele e conceda Seu perdão) disse: “Iimitar os incrédulos (celebrando ou copiando) qualquer uma das suas festas, faz com que eles aproveitem a falsidade em que se encontram…”.

Quem faça qualquer dos atos mencionados acima é um pecador, sem importar se ele o faz como uma mera formalidade, ou porque se sente muito triste de dizer “não” ou qualquer outra desculpa; pois ao fazer isso é como se fosse suavizar (relaxar) a nossa posição com respeito a nossa religião, e porque tal ato eleva o espírito dos incrédulos e os torna orgulhosos de suas falsas religiões.

A xeique Ibn ‘Uthaimin (que Allah tenha misericórdia dele e conceda Seu perdão), foi questionado sobre as regras islâmicas sobre assistir as celebrações de Natal e o trocar felicitações com os pais, não com a intenção de participar das celebrações, mas para aproveitar o fato de que todos estarão reunidos em um só lugar; sua resposta foi: “Louvado seja Allah; a primeira coisa que aquele a quem Allah abençoou com o Islam deve fazer é descartar a sua religião anterior e suas festividades”.

Os muçulmanos têm dois feriados ou ‘Ids, e só comemorar estes dois; não devemos imitar os incrédulos de nenhuma forma como fazem alguns muçulmanos ao recolher doações durante o Natal e distribuir entre os pobres. Em vez disso, o que devem fazer é coletar o dinheiro durante os dois ‘Ids ou durante épocas virtuosas e de prosperidade, como nos últimos dez dias do Ramadan ou os primeiros dez dias de Dhul Hijjah, para que os pobres não aproveitem as festividades dos incrédulos, mas desfrutem das nossas.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Julgar as Pessoas


Bismillah!

Como muçulmanos, a suposição padrão que devemos ter sobre as outras pessoas em qualquer assunto é que eles estão livres de culpa. O Islam Exige Justiça e imparcialidade quando se trata de julgar os outros.

Allah disse: “E quando falardes, sede justos, ainda que se trate de um parente”. [Surah Al-An’aam 6: 152].

Allah também disse: “Ó vós que credes! Sede perseverantes na causa de Allah e prestai testemunho, a bem da justiça; que o ódio aos demais não vos impulsione a serdes injustos para com eles. Sede justos, porque isso está mais próximo da piedade, e temei a Allah, porque Ele está bem inteirado de tudo quanto fazeis”. [Surah Al-Ma-idah 5: 8].

Não é correto que uma pessoa acuse alguém de algo errado, exceto com pleno conhecimento e provas concretas. É proibido basear um julgamento contra alguém através de conjecturas, boatos ou suspeitas.

Allah diz: “Ó vós que credes! Quando um perverso vos trouxer uma notícia, examinai-a prudentemente, para não prejudicardes ninguém por ignorância, e logo ficardes arrependido do que fizeste”. [Surah Al-Hujjurat 49: 5].

Allah também nos adverte: “Ó vós que credes! Evitai tanto quanto possível a suspeita, porque algumas suspeitas implicam em pecado”. [Surah Al-Hujjurat 49: 12].

Nos casos em que alguém se vê obrigado a mencionar as falhas de outra pessoa, é melhor falar dos pontos positivos dela. É um erro dar uma importância exagerada nos defeitos da pessoa e aumentar suas falhas, especialmente se o erro foi cometido de forma honesta ou em um assunto onde a verdade não estava 100% clara.

Se o erro de uma pessoa é claramente manifesto e provado de forma sólida, então não é errado alertar as pessoas contra o erro e esclarecer a verdade. No entanto, essa correção deve ser realizada de forma adequada, de uma forma suave que não afugente as pessoas. O erro em si deve ser corrigido, nada mais que isso e não se deve aprofundar nele. Por exemplo, a pessoa que cometeu o erro não deve ser acusada de ter más intenções ou um motivo maléfico.

Al-Dhahabi, falando sobre os equívocos dos sábios, disse o seguinte: [Siiar Al-‘Alam Al-Nubala 14/374]:

“Se fôssemos desacreditar todas as pessoas que cometessem um erro de julgamento ou declarar essas pessoas como inovadores – pessoas que são essencialmente de boa fé e que sinceramente buscam a verdade – então dificilmente algum de nossos sábios seriam poupados”.

Falando sobre Qatadah – o ilustre sucessor – ele disse [Siiar Al-‘Alam Al-Nubala 2/271]:

“Ele foi quem afirmou o livre arbítrio humano ao ponto de negar Decreto Divino sobre as ações humanas. Pedimos a Allah que nos proteja de tais idéias. Por outro lado, nunca ninguém duvidou o mínimo que fosse de sua honestidade, sua integridade ou do poder de sua memória. É bem possível que Allah o perdoe e goste dele, mesmo tendo caído em certas idéias inovadoras, mas sem que tivesse nenhuma outra intenção a não ser glorificar Allah e deixá-LO sempre acima de todos os assuntos (dos maus atos que a pessoa comete). Allah é o juiz justo e misericordioso para com Seus servos, e Allah não será questionado sobre aquilo que Ele faz.

Devemos ter em mente que as pessoas de conhecimento, inteligência, integridade e devoção – que são meticulosos em investigar questões e que freqüentemente estão corretos nas suas conclusões – devem ser perdoados quando erram devido a seus julgamentos.

Suas boas qualidades e seu bom trabalho não devem ser descartados. Naturalmente, nós não seguimos aquilo que é comprovadamente um erro, independentemente de onde veio este erro. No entanto, nós não usamos isso para desacreditar o bem que uma pessoa tenha feito”.

E Allah sabe mais sobre todos os assuntos.

Unicidade e Luz
Explicando o Islam de forma clara e simples

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"São aqueles aos quais foi dito: Os inimigos concentraram-se contra vós; temei-os! Isso aumentou-lhes a fé e disseram: Allah nos é suficiente. Que excelente Guardião! Pela mercê e pela graça de Deus, retornaram ilesos. Seguiram o que apraz a Deus; sabei que Allah é Agraciante por excelência." (03: 173-174)

يُرِيدُونَ أَن يطفئوا نُورَ اللّهِ بِأَفْوَاهِهِمْ وَيَأْبَى اللّهُ إِلاَّ أَن يُتِمَّ نُورَهُ وَلَوْ كَرِهَ الْكَافِرُونَ

......Desejam em vão extinguir a Luz de Deus com as suas bocas; porém, Deus nada permitirá, e aperfeiçoará a Sua Luz, ainda que isso desgoste os incrédulos!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ano Novo Islâmico


Bismillah!

Qual é a decisão em dar felicitações por ocasião do ano novo islâmico e dizendo “Kull ‘aam wa antum biKhayr” ou suplicar por bênçãos, ou enviar um cartão com votos de bênçãos no ano novo?

Louvado seja Allah.
O Xeique Muhammad ibn As-Saalih ‘Uthaimin (que Allah tenha misericórdia dele) foi perguntado: Qual é a decisão sobre os felicitar, por ocasião do novo ano islâmico, e como se deveria responder a uma pessoa que oferece parabéns?
Ele respondeu:
Se alguém lhe oferecer parabéns, então, responda a ele, mas não inicie tal saudações. Esta é a visão correta sobre o assunto. Assim, se uma pessoa diz para você, por exemplo, “Feliz Ano Novo”, então você pode dizer: “Que Allah possa torná-lo um ano bom e abençoado para você”. Mas você não deve iniciar tal saudação, porque eu não conheço qualquer relato que os salaf [primeiras gerações do Islam] tenham dado parabéns uns aos outros por ocasião do novo ano (islâmico), e os salaf não contavam o primeiro de Muharram como o primeiro dia do novo ano até o califado de ‘Umar ibn al-Khattab (que Allah esteja satisfeito com ele).
‘Abd ASh-Shaikh Al-Kariim Khudair falou sobre oferecer felicitações por ocasião do ano novo islâmico:
Suplicar para outro muçulmano, em termos gerais, em frases que não são como uma especie de ritual em ocasiões especiais como ‘Iid é aceitável, especialmente se o que se entende por essa saudação é a amizade e mostrar um rosto amigável para com o companheiro muçulmano. O Imam Ahmad (que Allah tenha misericórdia dele) disse: “Eu não inicio a saudação, mas se alguém me cumprimenta eu retorno a saudação, porque responde à saudação é obrigatório. Mas, sendo a primeira a oferecer parabéns não é Sunnah nem proibido”.

http://unicidadeeluz1.wordpress.com/2010/12/06/decisao-sobre-dar-os-parabens-no-inicio-do-ano-islamico/

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"São aqueles aos quais foi dito: Os inimigos concentraram-se contra vós; temei-os! Isso aumentou-lhes a fé e disseram: Allah nos é suficiente. Que excelente Guardião! Pela mercê e pela graça de Deus, retornaram ilesos. Seguiram o que apraz a Deus; sabei que Allah é Agraciante por excelência." (03: 173-174)

يُرِيدُونَ أَن يطفئوا نُورَ اللّهِ بِأَفْوَاهِهِمْ وَيَأْبَى اللّهُ إِلاَّ أَن يُتِمَّ نُورَهُ وَلَوْ كَرِهَ الْكَافِرُونَ

......Desejam em vão extinguir a Luz de Deus com as suas bocas; porém, Deus nada permitirá, e aperfeiçoará a Sua Luz, ainda que isso desgoste os incrédulos!


Acesse tambem : http://www.jaziralarabia.wordpress.com

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O verdadeiro conceito de adoração


A realização da adoração à Deus é o objetivo do muçulmano ao testemunhar que la ilaha illa Allah nesta vida. Realizar o objetivo principal para o qual Deus criou o ser humano: * E não criei os gênios e os humanos senão para me adorarem. Não lhes peço sustento algum, nem quero que me alimentem. Allah é o Sustentador por excelência...* (51:56-57). E nas palavras do profeta lemos e ouvimos: "Disse Deus, o Altíssimo: Ó meus servos, não vos criei para multiplicar convosco o que era pouco, nem para ter vossa companhia após a solidão, nem para pedir vossa ajuda após a incapacidade, porém, vos criei para que lembrei de Mim incessantemente, e Me adorem extensamente, e Me louvem ".

E nas adorações estabelecidas por Deus, sobre as quais citamos alguns dos seus benefícios e como poderão influenciar na nossa vida, temos a concretização, realização e tradução desta adoração para a qual fomos criados. E antes de refletir sobre o "caminho para a realização da adoração verdadeira", vamos refletir sobre o significado da adoração para nós muçulmanos... ( O conceito de adoração no Islam)

o caminho para a realização da fé e adoração

(al assr)

Para que esta fé e esta adoração que Deus estabeleceu sejam a alimentação de nossas almas interfiram efetivamente em nossas vidas devemos trabalhar e nos esforçar. Do contrario nossas palavras serão meros dizeres repetidos espontaneamente sem significado vivo e atuante em nossas vidas.

E para que isto aconteça devemos ter acima de tudo, a ideologia islâmica, a preocupação islâmica e o sistema islâmico em nossas vidas. Se minha ideologia e pensamento são islâmicos, penso com o pensamento alcorânico provindo de Deus, ilumino minhas idéias com a luz do Alcorão Sagrado, *...Um livro veraz por excelência. A falsidade não se aproxima dele nem pela frente nem por trás; é a revelação do Prudente, Laudável*(41:41-42). Organizo minha vida com a organização do Alcorão e da vida do profeta Muhammad, que é o exemplo e modelo de vida para todo ser humano que nele crê como profeta de Deus. Por isso, disse Allah, o Altíssimo: *...Aceitai, pois, o que vos der o mensageiro, e abstende-vos de tudo quanto ele vos proíba. E temei a Allah, porque Allah é Severíssimo no castigo* (59:7). E citou-o como modelo para a vida dizendo: *Realmente, tendes no mensageiro de Allah um excelente exemplo para aquele que têm esperança em Allah e no dia do juízo final, e invocam a Allah freqüentemente* (33:21).

Temos numa pequena surata do Alcorão Sagrado, os passos a serem seguidos ordenadamente para termos uma verdadeira fé e uma saudável adoração. Disse Allah, o Altíssimo: *Pela era, que o homem está na perdição, salvo os que: 1. creram, 2. praticaram o bem, 3. aconselham-se na verdade, 4. e recomendam uns aos outros a paciência* (103).

Pequenos versículos, nos quais Deus revela significados que necessitam de um livro para serem traduzidos e explicados. Por isso, al imam Al-Shafi´i disse: "Se Allah não revelasse senão esta surah já bastava como orientação para os muçulmanos".

Esta pequena surata do Alcorão, conhecida por todos os muçulmanos, revela-nos os passos na construção e desenvolvimento da religião de Deus em nossas vidas, fazendo a fé e pratica influenciarem na conduta e adoração, os passos que levam à senda reta que tanto rogamos à Deus encontrá-la, os passos que guiam ao caminho dos profetas e mensageiros. O primeiro passo nesta construção:

Sheikh Ahmad Mazlum, Imam e Khatib da Mesquita de Mogi das Cruzes!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

EID UL ADHA



Bismillah,
Desejamos a comunidade muçulmana no mundo um feliz EID cheio de esperança e prosperidade, um mundo mais justo onde a paz e a justiça reinem para que possamos viver em harmonia e paz.
Nesse Eid abençoado, desejamos aos nossos irmãos Mujahidin a vitoria em todos os lugares!

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"São aqueles aos quais foi dito: Os inimigos concentraram-se contra vós; temei-os! Isso aumentou-lhes a fé e disseram: Allah nos é suficiente. Que excelente Guardião! Pela mercê e pela graça de Deus, retornaram ilesos. Seguiram o que apraz a Deus; sabei que Allah é Agraciante por excelência." (03: 173-174)

يُرِيدُونَ أَن يطفئوا نُورَ اللّهِ بِأَفْوَاهِهِمْ وَيَأْبَى اللّهُ إِلاَّ أَن يُتِمَّ نُورَهُ وَلَوْ كَرِهَ الْكَافِرُونَ

......Desejam em vão extinguir a Luz de Deus com as suas bocas; porém, Deus nada permitirá, e aperfeiçoará a Sua Luz, ainda que isso desgoste os incrédulos!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Suhaib


Bismillah,
Suhaib b. Sinan
Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek
“Fizeste uma transação proveitosa, ó Suhaib, e conseguiste a melhor parte da barganha.” Mohammad, o Mensageiro de Allah!

Suhaib, o bizantino – será que há um muçulmano vivo que nunca ouviu falar dele? Sua vida é tão cheia de eventos os quais constituem material para histórias, por todo o mundo muçulmano, tanto é que todos nós conhecemos pelo menos um pouco sobre ele.

O que muitos de nós não sabem acerca de Suhaib é que ele não era bizantino, ou romano, mas árabe, com o pai sendo da tribo de Numair e a mãe, da tribo de Tamim. Como ele se tornou conhecido por “bizantino” é a própria história em si. A história está em muitos textos históricos clássicos, mas quem, entre nós, ouviu-a em detalhes?

Cerca de duas décadas antes do tempo em que o abençoado Profeta (S) primeiramente recebeu o chamado para a profecia, um homem chamado Sinan b. Málik, da tribo de Numair, era governador de uma cidade chamada Ubulla. Essa velha cidade fazia parte do império sassânida, e faz, nos nossos dias, parte da cidade de Al Basra.

Esse governador, Sinan, tinha um grande número de filhos, dos quais o seu favorito era o Suhaib. Com suas faces rosadas, seus cabelos cor de cobre, e ilimitada energia, Suhaib era precocemente inteligente, embora tivesse apenas cinco anos de idade. Tinha um temperamente afável e era bem humorado, sabendo como arrancar risadas do seu pai, Sinan, mesmo quando os deveres e afazeres do governo pareciam aborrecê-lo.

O verão, na cidade, era uma época insalubre. O calor e a umidade tornavam-se tão opressivos, que todos os que podiam iam procurar o clima mais agradável do campo, nos meses de verão. A esposa de Sinan fez as malas e se pôs a caminho do vilarejo de Çaniy, com seus criados, suas criadas e, certamente, a criança Suhaib. Não estavam ali havia muito, quando o vilarejo foi invadido por uma divisão do exército bizantino. Eles assassinaram os guardas do vilarejo e carregaram os bens das pessoas. Também raptaram um bom números de pessoas e, entre elas, levaram o jovem Suhaib.

O jovem foi vendido no mercado de escravos da capital bizantina, e depois passou de uma pessoa para outra. O ser passado dos serviços de um amo, para os serviços doutro, era a sina de milhares de escravos que enchiam os palácios dos membros abastados da sociedade bizantina.

A experiência de Suhaib como escravo capacitou-o a ver além da brilhante fachada que era chamada de civilização, naquela sociedade. Os escravos sabiam de todos os segredos dos seus senhores, e viam tudo o que se passava por trás das altas muralhas dos palácios. Suhaib nada sentia além de ódio e desprezo pelos bizantinos, e sabe-se que teria dito que nada, a não ser um dilúvio, que afogasse a todos, poderia purificar tal sociedade.

Conforme passavam os anos, Suhaib começava a perder o seu domínio da língua-mãe, o árabe. Porém, embora passasse muitos anos nas terras dos bizantinos, ele sabia que era árabe e, adstrito à sua natureza beduína, ansiava pela liberdade que teria na Arábia. Todos os seus sonhos focalizavam uma escapada do cativeiro e o retorno ao seu povo.

Num dia, ele ouviu sorrateiramente a conversa entre o seu amo e um padre. O padre estava a dizer que muitos eruditos da religião sabiam que em breve um profeta iria aparecer em Makka, na Arábia. Esse profeta iria confirmar a mensagem de Jesus, filho de Maria, e tirar o povo da escuridão da ignorância, e levá-lo para a luz da verdade. O ouvir aquilo, tornou Suhaib ainda mais ansioso quanto ao libertar-se e escapar dos seus captores.

Ele aproveitou a primeira oportunidade disponível, e fugiu do império bizantino. Decidiu dirigir-se para Makka por duas razões: primeiro porque era o ponto-de-encontro dos viajantes de toda Arábia e, segundo, porque era o lugar onde o padre predisse que o esperado profeta iria aparecer.

Em Makka, Suhaib foi empregado por um homem de nome Abdullah b. Jadan, que lhe deu trabalho nos seus negócios de mercador. Suhaib foi um sucesso nos negócios, e começou a ganhar um respeitável provento. O povo de Makka veio a conhecê-lo e o apelidou de Al Rumi (o romano) por causa da sua compleição clara, dos seus cabelos ruivos, e do seu forte sotaque, ao falar árabe. Mas eis que o Suhaib sempre se lembrava da predição, e estranhava por que ela demorava tanto a acontecer.

A verdade foi que Suhaib não teve que esperar muito tempo. Quando voltava das suas muitas viagens, como mercador, costumava vagar pelo mercado e ouvir, de outros jovens, toda a ocorrência que acontecera durante a sua ausência. Num dia, ao voltar, ouviu as pessoas a dizerem que um tal de Mohammad b. Abdullah (S) começava a pregar aos indivíduos, conclamndo-os a cultuarem um Allah Único, a serem justos nos seus tratos financeiros, e bondosos e caritativos nas suas interações sociais. Também requeria deles que se reprimissem da indecência e do pecado. Excitado, Suhaib perguntou a seus amigos se esse tal de Mohammad (S) não era aquele a quem todos chamavam de Al Amin (o confiável)? Quando eles assentiram, Suhaib lhes perguntou aonde poderia encontrar aquele homem. Eles disseram para o Suhaib que o Profeta (S) encontrava-se com as pessoas na casa de Al Arqam b. al Arqan, perto do monte de Safa, mas tentaram impedi-lo a que fosse ter com ele.

Ao verem os jovens que Suhaib estava determinado a ir ao encontro do Profeta (S), deram-lhe o seguinte conselho:

“Toma cuidado para que ninguém te veja, ou saiba aonde tu estás indo. Se qualquer um dos coraixitas te vir, far-te-ão coisas terríveis, uma vez que não tens uma tribo que te proteja. Eles agem cruelmente quando sabem que não há ninguém para vingar a morte da pessoa.

Cuidadosamente, Suhaib se dirigiu para a casa do Al Arqan. Após certificar-se de que ninguém o havia visto ou seguido, ele foi até à porta, onde encontrou um conhecido, o Ammar b. Uasir. Ele o havia encontrado antes, mas hesitou um momento antes de perguntar:

“Que estás fazendo aqui, ó Ammar?”

“E tu, que estás fazendo aqui?” foi a resposta.

“Eu quero encontrar-me com alguém, e ouvir o que ele tem a dizer”, disse Suhaib.

“E eu também”, disse Ammar.

“Entremos juntos, e oremos para que Allah abençoe a nossa visita”, disse Suhaib.

Aquele foi um dia que irá ser lembrado pelos muçulmanos por todo o porvir, dia em que Suhaib b. Sinan e Ammar b. Uasir se apresentaram ao Profeta (S) e ouviram a sua pregação. De bom grado aceitaram a fé e declararam que não havia deus a não ser Allah, e que Mohammad era o Seu servo e Mensageiro. Eles permaneceram lá até que a noite caísse, ouvindo os ensinamentos dele e aprendendo algo sobre sua religião. Quando finalmente eles partiram para suas casas, escondidos sob o manto da noite, cada um deles levou em seu coração fé suficiente para iluminar o mundo inteiro.

Por causa da sua conversão, Suhaib sofreu perseguições por parte dos coraixitas. Juntamente com Ammar, Bilal, Summaiya, Khabbab e dúzias de outros crentes, ele foi caçado e torturado por causa das suas crenças. Uma montanha teria de ser triturada caso fose ser feita a comparação do peso do seu sofrimento, mas o Suhaib permanecia firme e tranquilo, pois sabia que o caminho para o Paraíso não era fácil.

Quando o Profeta (S) anunciou aos seus seguidores sua decisão de emigrar para Madina, Suhaib planejou deixar Makka na companhia do Profeta (S) e de Abu Bakr, mas a tribo do coraix suspeitou que ele planejava partir. Ele contrataram espiões para que o vigiassem, dia e noite, para que não pudesse se esgueirar levando toda a riqueza que havia acumulado como mercador.

Suhaib permaneceu em Makka, esperando uma chance de escapar e encontrar-se com o Profeta (S) e seus Companheiros. Por fim, quando tinha quase perdido as esperanças de fugir dos seus eternos inimigos vigilantes, ele bolou um plano.

Ele esperou até que a noite se tornasse acremente fria. Quando já se fazia tarde, ele penetrou na escuridão da noite, pretendendo que ia fazer as necessidades fisilógicas. O espias o seguiram, até que ele voltou para casa. Ele repetiu isso muitas vezes, até que os guardas voltaram-se uns para os outros, zombeteiros, dizendo:

“Os deuses reviraram-lhe os intestinos. Ele não irá a lugar algum esta noite.” Então eles voltaram aos seu postos, dando-se ao luxo de dormirem um pouco. Tão logo Suhaib teve certeza de que eles estavam num sono profundo, esgueirou-se pela saída, e se dirigiu para Madina.

Suhaib não tinha ido longe quando os homens responsáveis pela vigilância acordaram alarmados, conscientizando-se de que ele tinha escapado. Selaram seus mais rápidos cavalos e se puseram ao encalço dele. Quando o Suhaib ouviu que eles se aproximavam, constatando que não havia lugar algum para se esconder, subiu na encosta de um morro, colocou uma flecha no seu arco, e gritou:

“Ó homens do coraix, Juro por Allah que sabeis que eu sou um dos melhores arqueiros, e que sempre acerto no alvo. Vós não me alcançareis antes que eu derrube um de vós com cada uma das minhas setas, e irei lutar até à morte com minha espada para que não me captureis!”

“Tu nunca fugirás de nós para levares toda essa riqueza para os muçulmanos”, um deles respondeu. “Quando vieste a nós, estavas sem lar e sem dinheiro. Agora que te empregamos e te ajudamos a ficar rico, desejas fugir!”

“Esse é que é o probelama?” perguntou o Suhaib. “Se eu deixar o meu dinheiro, permitireis que eu vá?”

Eles concordaram com o tratado, e ele disse onde o dinheiro estava guardado. Este estava ainda em Makka e, depois que ele lhes mostrou onde o encontrar, eles pegaram o dinheiro e soltaram o rapaz. Suhaib continuou a viagem para Madina, levando consigo o mais valioso dos tesouros: sua fé. Ele não se lamentava pelo dinheiro que passara a juventude a juntar. Toda a vez que suas passadas esmoreciam e ele sentia que não mais poderia continuar, era reanimado pela ânsia de estar com o Profeta (S), e continuava a caminhar.

Quando ele chegou a Quba, constatou que o Profeta (S) lá estava, e foi recebido calorosamente. O Profeta (S) ficou irradiante com a presença de Suhaib, e disse:

“Fizeste uma transação proveitosa, ó Abu Yahya!” O Profeta (S) repetiu isso por três vezes, e Suhaib, cheio de assombro, disse:

“Juro por Allah que ninguém passou por mim na estrada para Madina. Ninguém poderia ter-te contado o que aconteceu comigo, excepto o próprio anjo Gabriel.”

E aquilo fora a verdade. Suhaib adquirira a melhor parte do ajuste, e isso foi confirmado pela divina revelação. O anjo Gabriel contara ao Profeta Mohammad (S) o que acontecera a Suhaib, e revelara ao Profeta (S) as seguintes palavras do Alcorão, concernentes ao Suhaib:

“Entre os homens há também aquele que se sacrifica para obter a complacência de Allah, porque Allah é Compassivo para com os servos” (2:207).

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"São aqueles aos quais foi dito: Os inimigos concentraram-se contra vós; temei-os! Isso aumentou-lhes a fé e disseram: Allah nos é suficiente. Que excelente Guardião! Pela mercê e pela graça de Deus, retornaram ilesos. Seguiram o que apraz a Deus; sabei que Allah é Agraciante por excelência." (03: 173-174)

يُرِيدُونَ أَن يطفئوا نُورَ اللّهِ بِأَفْوَاهِهِمْ وَيَأْبَى اللّهُ إِلاَّ أَن يُتِمَّ نُورَهُ وَلَوْ كَرِهَ الْكَافِرُونَ

......Desejam em vão extinguir a Luz de Deus com as suas bocas; porém, Deus nada permitirá, e aperfeiçoará a Sua Luz, ainda que isso desgoste os incrédulos!